Parte de Strangers on a Train (Pacto Sinistro foi o título calhorda do filme no Brasil) quase aconteceu no Texas, Istadus Zunidos. Marcelo Villela Amoroso (CG Houston) é nosso ofchan afiliado à National Rifle Association, mas somente para se misturar à multidão. Pois, ele ouviu pergunta cavernosa, tenebrosa, hitchcockiana enquanto processava, no bom sentido, um singelo passaporte. Uma senhôra perguntou como mandar um morto, inteiro ou em cinzas, pro Brasil. Marcelo, compenetrado e profissional ilibado, respondeu com pergunta exploratória: "já tem o atestado de óbito?"
"Moço, é o seguinte, é pra minha mãezinha sentada ali," - entregou a circunstante - "ela tá ruinzinha e pode bater as botas a qualquer momento (em bom inglês, chutar o balde). Sou precavida, né!, antes do meu pai morrer, por exemplo, eu já havia comprado o caixão", concluiu com naturalidade.
Uma onda de frio stephenkinguiana espalha-se pelo andar inteiro do prédio. Jack Torrance, digo, Nicholson dá um tremelique esquisito em sua mansão na Califórnia (também Istadus Zunidos).
Para a população de ambos os lados do Rio Grande a dúvida surgiu: a dona queria ou não queria matar, digo, praticar eutanásia involuntária na querida mãezinha como, supostamente, teria feito com o paizinho?
Patricia Highsmith, Withfield Cook, Ben Hetch e Alfred Hitchcock também fizeram atendimento consular para conseguirem bolar ideia tão sinistra.
Quem é esse povo aí? Pergunte ao Jacaré Lacan, que foi ungido in pectoris e se encontra em lugar desconhecido, exceto para esta redação.
Marcelo, que está bem vivo e mantém firme e de pé a tradição do nome, Amoroso.

Vamos solicitar ao 911 que envie um policial para proteger a vovozinha.
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