quinta-feira, 26 de março de 2015

A preposição palacial


Antigamente, quando eu era pobre e servia na SERE em Brasília (continuo pobre, mas na Piazza Navona) no cabeçalho deste Boletim, que circulava em pdf, sempre aparecia o local de edição como “Palácio do Itamaraty”. Isso chamou a atenção de Joelita de Freitas (Biblioteca), uma ofchan antenada na mudança do palácio, na reforma ortográfica e toda trabalhada na conservação do bioma da Amazônia e dos hífens no Aurélio. Não seria apenas “Palácio Itamaraty”? - indagou-me na época. E a biochan estava coberta e recheada de razão. Quando houve a mudança da sede do Ministério para Brasília, na briga pela divisão dos móveis, o palácio do Rio levou a melhor e ficou com a preposição e com o artigo. Expulsos do paraíso carioca quando Juscelino Kubistchek mordeu a maçã (ou pequi?) do Goiás , nós agora trabalhamos apenas no “Palácio Itamaraty” (aliás, nós não, vocês rs). O luxo da preposição (assim como o da praia e do Pão de Açúcar) é só para quem trabalha no Ererio, que tem sua sede no Palácio do Itamaraty. Mas não tem problema, hoje chique mesmo é ser minimalista (post reeditado do BSS de 23/12/2008).

Palácio do Itamaraty no Rio: tem cisne, palmeira imperial e preposição

Um comentário:

  1. Quando a Secretaria de Turismo do DF mandou instalar placa de trânsito (marron) indicando o Palácio dos Arcos, estava escrita com a preposição. O então chefe do DA ligou para a então secretária de turismo, embaixatriz Flecha de Lima, e a placa foi logo corrigida. Sem cisnes, mas com carpas.

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