terça-feira, 5 de maio de 2015

Du vin à Londres-sur-le-Tamise

Às marges do Tamesis Fluvii (do bretão, "rio escuro") numa tarde provocante de primavera, junto à Corte de Saint James, o Doutorchan Eduardo Lopes (CG Londres) participou de degustação interplanetária de vinhos - brancos, tintos, rosés, espumantes, licorosos, de sobremesa e de meditação. Desfilou sua ryqueza e classe ofchânicas no meio da patuléia de Londinium. Acostumado com a democrática convivência no Merrê, Eduardo procurou um vinho que fosse carnudo, agradável, exuberante, que cresce na boca e não deixa o entusiasta frustrado. Ele entusiasmou-se pelos espanhóis, rascantes, duros, encorpados, agradáveis e diretos, levando alguns para casa para passar a noitada. Mas nem tanto pelos italianos, apresentado que foi por este escriba, achando-os com personalidade pouco marcante, embora dignos de nota pelo titilar na úvula e no céu da boca e o perfume gostosinho, ou melhor, o buquê agradabilíssimo, corrigiu-me na lata. Ao final, provou de leve, e somente para constar, frisou, alguns austríacos, alemães, neozelandeses, australianos, sulafricanos, ingleses, franceses, argentinos, uruguaios, chilenos, estadunidenses, portugueses, romenos e, se não me engano, até húngaros. Afinal, gente phyna é outra coisa e ademan que eu vou em frente, de costas para a parede, que atrás vem gente.



Eduardo demonstrando como avaliar visualmente um tinto.


Eduardo concentrando-se na apreciação do primeiro buquê.


Eduardo, já no segundo buquê, ao perceber que este é o vinho que crescerá na boca.

Nenhum comentário:

Postar um comentário